Lei laboral. Dia de "pequenas afinações" enquanto há "milhares" nas ruas

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, volta a reunir-se com a UGT e as quatro confederações para "pequenas afinações", enquanto a CGTP prevê "milhares nas ruas" numa manifestação precisamente contra a revisão das regras do trabalho. 

Educação Apr 17, 2026 IDOPRESS

A lei laboral volta a estar em foco,esta sexta-feira,numa altura em que a ministra do Trabalho,Maria do Rosário Palma Ramalho,volta a reunir-se com UGT e as quatro confederações para "pequenas afinações",enquanto a CGTP prevê "milhares nas ruas" numa manifestação nacional precisamente contra a revisão das regras do trabalho. 

 

Estão reunidas "condições" para encerrar negociações sobre legislação laboral

Na quinta-feira,à saída da reunião de Concertação Social,a ministra do Trabalho indicou que o encontro serviu para "partilhar com todos os parceiros sociais a última versão" da proposta de revisão de legislação laboral,numa alusão ao facto de a CGTP ter apenas a versão inicial do anteprojeto,apresentada em 24 de julho de 2025.

Segundo a governante,esta última versão contempla "todas as matérias que foram pré-consensualizadas" nas reuniões técnicas que têm decorrido entre Governo,UGT e as quatro confederações empresariais e considerou que estão reunidas as "condições" para "encerrar este processo negocial".

Por seu turno,do lado dos representantes das centrais sindicais,o secretário-geral da UGT saudou "o regresso das reuniões da Concertação Social" e diz que a central vai "apreciar a proposta". No entanto,ao contrário da posição da ministra,Mário Mourão sublinha que,pela análise que fez "por alto" ainda se está "longe de um acordo",dado há "matérias que não estão devidamente consensualizadas".

Já o presidente da CIP defendeu que esta última versão "traduz uma vontade de um equilíbrio nas relações laborais" e procura "não perder a paz social". Armindo Monteiro quis ainda rebater "quatro pontos",rejeitando as críticas sobre uma eventual liberalização dos despedimentos,um aumento da precariedade ou do trabalho não pago.

Palma Ramalho confirmou ainda a indicação que tinha sido dada pelos líderes das confederações empresariais de que vai reunir-se esta sexta-feira com UGT e 'patrões' para "pequenas afinações".

Enquanto isso... CGTP espera "milhares de trabalhadores nas ruas"

Também hoje,o secretário-geral da CGTP antecipa que vão estar "milhares de trabalhares nas ruas" na manifestação que decorre em Lisboa contra as alterações à lei laboral e avisa que "consoante a dimensão do ataque,maior será a resposta".

Sob o mote "Abaixo o Pacote Laboral! Aumentar salários,garantir direitos,é possível uma vida melhor",a manifestação convocada pela central sindical liderada por Tiago Oliveira terá início pelas 14h30 no Saldanha,em Lisboa,e termina na Assembleia da República.

"Vamos ter milhares de trabalhadores nas ruas de Lisboa a exigir a retirada do pacote laboral",antecipa o secretário-geral da CGTP,em declarações à Lusa,referindo que as expectativas de adesão "são muito positivas" à luz da mobilização que tem sido feita com plenários e a "distribuição de documentos" informativos junto dos trabalhadores.

Lembrando o percurso de "luta firme,segura e com muita confiança" que tem sido feito ao longo dos últimos meses,Tiago Oliveira indicou ainda que foram emitidos vários pré-avisos de greve para assegurar a participação de trabalhadores de vários setores.

Manifestação nacional convocada pela CGTP pode condicionar vários serviços públicos,incluindo escolas,Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e bombeiros,bem como algumas empresas públicas e privadas. 

Notícias ao Minuto com Lusa | 06:30 - 17/04/2026

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