OPEP revê de novo em baixa estimativa da procura de petróleo em 2024 e 2025

A OPEP reviu hoje em baixa, pelo segundo mês consecutivo, a previsão de crescimento da procura mundial de petróleo em 2024 e em 2025, um ligeiro ajustamento que ocorre quando os preços do petróleo estão em mínimos anuais.

Esportes Sep 11, 2024 IDOPRESS

No relatório mensal,a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estima que os volumes de petróleo que o mundo irá consumir este ano e no próximo ano serão de 104,24 milhões de barris por dia e 105,99 milhões de barris por dia,respetivamente.

 

Estas previsões implicam um crescimento anual da procura de 2,03 milhões de barris por dia em 2024 e de 1,74 milhões de barris por dia em 2025.

Há um mês,a OPEP previa aumentos de 2,11 milhões de barris por dia e de 1,78 milhões de barris por dia,respetivamente.

Apesar destes "pequenos" ajustamentos em baixa (de 80.000 barris em 2024 e 40.000 barris em 2025),o crescimento do consumo de petróleo este ano será "bem superior à média histórica de 1,4 milhões de barris por dia observada antes da pandemia de covid-19",refere o documento.

Estes cálculos baseiam-se na previsão de que a economia mundial vai crescer uns "saudáveis" 3% este ano,e 2,9% em 2025.

"O crescimento económico mundial revelou-se resiliente" no primeiro semestre de 2024 e "esse padrão estendeu-se ao terceiro trimestre,impulsionado por um forte consumo",sublinha a OPEP ao destacar a razão da sua visão otimista,que contrasta com a da Agência Internacional de Energia (AIE).

A AIE,que defende os interesses energéticos dos países industrializados,estima o crescimento da procura em menos de um milhão de barris de petróleo por dia,tanto para este ano como para o próximo.

Seja como for,as preocupações com o enfraquecimento do consumo do "ouro negro",nomeadamente na China,pressionaram os preços do petróleo nas últimas semanas,que atingiram mínimos anuais.

Na terça-feira,o petróleo bruto Brent estava a ser vendido abaixo dos 70 dólares por barril,enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) caía para menos de 68 dólares.

Perante a forte tendência para a baixa,a OPEP e os seus aliados decidiram,na passada quinta-feira,adiar por pelo menos dois meses,até ao início de dezembro,o aumento de produção que tinham previsto aplicar a partir de outubro.

Trata-se de oito países que abriram as torneiras de forma voluntária e adicional aos cortes severos e vinculativos adotados pelo grupo dos 22 "petro-Estados" nos últimos dois anos com o objetivo de sustentar os preços do "ouro negro".

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